Apresentando: DogHero

7 de abril de 2016 //

Vai fazer um mês que escrevi por aqui. Nesse um mês, algumas coisas aconteceram, mas no balanço geral da vida, tudo continua igual. Durante esses dias, trabalhei arduamente em um layout novo para o CP, mas falhei e desisti. Ao longo desses mesmos dias, resolvi entrar em um "negócio novo" para garantir uma graninha extra enquanto não habemus emprego e só fazemos seleções fail. Resolvi unir o útil ao agradável e agora sou uma anfitriã DogHero.
Aí vocês me perguntam o que danado é isso e eu lhes digo: DogHero é uma plataforma que promove a hospedagem de cãezinhos em lares de verdade, bem diferente da proposta dos hoteizinhos (inclusive no preço). Nele você encontra o anfitrião perfeito para o seu doguinho e tem a certeza de que ele será bem cuidado em um lar cheio de amor para dar enquanto você curte sua viagem sossegado. A ideia é que o cãozinho mantenha sua rotina e para isso o dono deixa com a gente a comida do pet, caminha e brinquedos, para que ele se sinta em casa.

Depois de um mês aguardando pela entrevista que me diria se eu seria ou não uma anfitriã, fui aceita. Além do perfil no DogHero, criei uma fanpage e um perfil no Instagram para poder interagir não só com meus futuros hóspedes, mas também para falar sobre coisas do mundo pet, que é algo que sempre gostei. Tem sido uma experiência bem legal essa de ter um "negócio" próprio e ter que se virar nos trinta para divulgar, se relacionar com os clientes e cuidar dos peludinhos.
Nesses mesmos dias que falei lá no começo, já cuidei de três fofinhos, que passaram duas semanas hospedados aqui em casa. Como a ideia é a da hospedagem com amor, eles tomam conta da casa toda, como se estivessem na sua própria casa. É muito legal! Enfim, eis o que tem me tomado todos os dias. Convido vocês, de Recife ou não, a curtirem a página e seguir o perfil no Instagram e conhecerem um pouco mais do que tenho feito ou então só para ver fotos de doguinhos fofos. 

Querido

16 de março de 2016 //
Créditos: weheartit

Houve um tempo em que acreditei no que diziam as canções de amor. Parecia possível encontrar um grande amor e viver feliz e razoavelmente tranquila em um canto qualquer do país. Eu era embalada pelos contos do Caio F. Abreu, queria um amor de metrópole, tomar café correndo enquanto nos arrumaríamos, trocar algumas palavras durante o dia, voltar para casa e dormir agarrados enquanto algum filme passaria na TV. No plano das ideias, esse seria o meu romance "ideal". Só que a vida, querido, atropela a gente com um rolo compressor. Ela fode tudo e a gente trata de foder o resto. E eu, ingênua que sempre fui, desconsiderei os caminhos tortos, os desencontros. Tola, fui engolida pela metrópole. Pulo de emprego em emprego e tenho dívidas que se multiplicam. Como pode existir romance nesse cenário? Impossível, querido. Enquanto meus sonhos agonizam na UTI, afogo as mágoas em copos de álcool e atravesso os dias sem expectativas. Não me dê amor. Não sei o que fazer com ele e sei que em algum momento tudo isso vai acabar. Tenho poucas habilidades nesse assunto, meu bem. É melhor que você vá embora antes que o estrago seja maior. Aliás, deixe que eu mesma vou. Foi nossa última noite, nosso último vinho.

Se cuide.

Eu não sei usar o Trello

25 de novembro de 2015 //
Créditos: Lifehack

Esses dias namorado chegou falando que havia começado a usar um app muito legal de organização de projetos, o Trello. Eu já havia ouvido falar desse bendito e resolvi baixar. Do momento em que criei a minha conta até o presente momento a única coisa que consegui fazer foi achar tudo muito confuso e refletir bastante sobre a minha relação com técnicas de organização e tecnologia. O Trello me levou a uma crise existencial. É complexo.

Já tentei várias vezes utilizar ferramentas que ajudem na organização e falhei em todas. Não consigo usar listas, apps de tarefas ou de despesas, nada. E daí pude concluir que a minha relação com a organização está mais para o lado da aversão do que do amor. Em um mundo que exige produtividade e agilidade, chega a ser trágico concluir isso, já que parece que todas as pessoas conseguem ter o seu método ideal, menos eu. Isso não significa que eu sou desorganizada, mas acho que estou em uma fase meio atrapalhada em tudo. Já tentei adotar listas, já passei horas lendo o Vida Organizada para ver se conseguia adaptar algo para mim e comprei o livro, que acabou me deixando deprimida. Alguém me abraça?

Ao abrir o Trello e tentar criar minhas listinhas lá, achei tudo muito confuso e complexo, como se a interface dele fosse uma projeção da minha vida: confusa, cheia de opções - não necessariamente boas - e informações. Vejam, a coisa está tão séria que um app me fez refletir sobre a minha vida! E mais, além dos problemas com ferramentas de organização, constatei que estou tendo problemas com a tecnologia. Com isto quero dizer que não consigo mais acompanhar os avanços tecnológicos e isso faz com que eu me sinta ultrapassada. Claro que no mundo em que vivemos isso e praticamente normal, já que é tudo muito rápido, mas é estranho se perceber ficando para trás em coisas que antigamente eu gostava e acompanhava.

Ainda estou no tempo dos layouts de blog simples e não responsivos, do Pinterest, do Facebook, do Twitter e das planilhas de Excel para se organizar. Não faço ideia do que é Snapchat, ou de como é o Tinder. Não consigo acompanhar a velocidade das informações no Facebook, me incomoda e já entrei para o grupo dos que pensam seriamente em abandoná-lo. Estou obsoleta e para piorar, não faço a menor ideia de como usar o Trello.